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Archive for March, 2009

O Brasil na mídia internacional

March 27, 2009 5 comments

Assim como havia prometido, vou aproveitar para repassar um pouco sobre o que tem saído sobre a economia brasileira na mídia internacional. Se eu já estava bastante surpreso com o número de artigos que tem sido publicados nos últimos 18 meses, fiquei ainda mais nessas últimas 4 semanas com a visita do Lula a Washington para se encontrar com o presidente americano Barack Obama.

Ontem mesmo, quando abrí a página da CNN, já havia uma entrevista com o Lula sobre a ascenção brasileira dentro da nova ordem mundial com o respeitado jornalista Fareed Zakaria, e uma outra sobre o mesmo assunto na BBC. Também na BBC de ontem, noticiaram sobre a viagem do primeiro ministro britânico Gordon Brown ao Brasil em preparação para o G20 de Londres.

Na edição do final-de-semana, o Wall Street Journal publicou uma reportagem sobre a conferência patrocinada por eles, e que reuniu o presidente Lula e investidores estrangeiros em Nova Iorque.

more about “Lula Wall Street Journal“, posted with vodpod

E na Newsweek da semana passada, logo após a matéria sobre a antecipação da hegemonia das BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) na economia mundial de 2050 para 2027, devido a atual crise financeira, também publicaram outra entrevista com o Lula.

Mas acho que de tudo que tem saído, a mais interessante foi essa da Time do início do mês:

The One Country That Might Avoid Recession Is…

Now, in the middle of the worst global downturn for decades, Brazil could finally be the country of the moment. According to a recent study by the Paris-based Organization for Economic Cooperation & Development (OECD), Brazil may be the only one of 34 major economies that avoids recession in 2009. While the U.S. debates whether to nationalize its crippled banks, Brazil’s remain comparatively sound. Oil companies worldwide are slashing investment, but Brazil’s state-run Petrobras is going ahead with a four-year, $174 billion expansion plan. “Brazil,” Lula boasted to TIME, “is riding the current crisis better than many developed countries.”

To be sure, the boom — years of 5% growth and soaring exports — is over. Industrial production has plunged. Even Embraer, the aircraft maker whose jets sell to scores of airlines, and which has become a symbol of Brazil’s newfound confidence, recently announced plans to lay off 4,000 employees, almost one-fifth of its workforce. Commodity exports — soybeans, steel — are weak. The main stock market is down 25% since September. But Lula, a former shoe-shine boy who heads the leftist Workers Party (PT), has so far kept the good times from becoming a hellish bust. In Brazil, that’s nothing short of miraculous.

There may be another miracle in the making. Because unfettered capitalism is widely blamed for the global meltdown, economists and laborers alike say Brazil has become an example of what Lula likes to call “the financial strategy of the future.” By that he means a postideological approach that is equal parts wealth creation for corporations such as Embraer and wealth redistribution for underdogs like Da Silva. All this under the kind of prudent financial regulation that seems to have gone missing in the developed world of late.

Brazil still faces huge challenges; its education system is dysfunctional, its political system squalid, corruption endemic. But consider: 53% of Brazil’s 190 million people now occupy the middle class, up from 42% in 2002. This increased social mobility happened at the same time the country’s main stock index soared some 480% before last fall’s downturn.

Tradução:

Agora, no meio da pior crise global por décadas, o Brasil pode finalmente se tornar o país do momento. De acordo com um estudo recente da OECD, o Brasil pode ser o único das 34 principais economias que pode evitar uma recessão em 2009. Enquanto os EUA debatem se nacionalizam os seus bancos quebrados, o Brasil continua comparavelmente saudável. Companhias de petróleo ao redor do mundo, estão reduzindo investimentos, mas a Petrobras, que pertence ao estado, está indo adiante com um plano de expansão de 174 bilhões de dólares em 4 anos. “O Brasil”, Lula disse a Time, “está enfrentando a crise bem melhor que muitos países desenvolvidos.”

Para ter certeza, o “boom” – anos de 5% de crescimento e alta exportação – terminou. A produção industrial caiu. Até mesmo a Embraer, a fabricante que vende seus aviões para dezenas de empresas aéreas, e que virou símbolo da re-encontrada confiança brasileira, recentemente anunciou planos de cortar 4000 funcionários, quase 1/5 do seu quadro. A exportação de produtos primários – soja, ferro – enfraqueceu. A principal bolsa de valores caiu 25% desde setembro. Mas Lula, um ex-engraixate que lidera o esquerdista Partido dos Trabalhadores (PT), tem até agora evitado que o bons tempos terminem numa falência infernal. No Brasil, isso não é menos que milagre.

Deve ter outro milagre a caminho. Por que o capitalismo descarrilhado tem sido amplamente culpado pela crise global, economistas e trabalhadores dizem que o Brasil se tornou um exemplo do que o Lula gosta de chamar “estratégia financeira do futuro.” No que ele diz ser uma abordagem pós-ideológica que é definida pela igual geração de riqueza para empresas como a Embraer, e distruibuição de riqueza para os menos abastados como Da Silva. Tudo isso debaixo de um sistema regulatório prudente que deixou de existir no mundo desenvolvido de uns tempos para cá.

O Brasil ainda enfrenta desafios enormes; seu sistema educacional é disfuncional; o sistema político imoral; a corrupção é endêmica. Mas leve em consideração: 53% dos 190 milhões de brasileiros agora ocupam a classe média, acima dos 42% em 2002. Esse aumento na mobilidade social aconteceu no mesmo momento que a principal bolsa do país subiu cerca de 480% antes da crise no outono passado.

Lógico de umas semanas para cá muita coisa mudou. Está mais do que claro que o Brasil vai sofrer os efeitos da crise, e todas as indústrias que dependem de exportação vão sofrer, cortar funcionários e muitas podem até fechar as portas. Mas se o Brasil crescer os 0.25% esperados ou mesmo ficar no 0% já vai estar no lucro. O importante é não deixar o impacto do declínio econômico no resto do mundo se espalhar para dentro do mercado interno.

Outra coisa que se nota muito na mídia internacional, é uma certa admiração pela figura do Lula. Mas o erro nessas análises, é não colocar a devida ênfase que a situação atual no Brasil não é resultado da ação de um indivíduo ou partido. Mas sim de um trabalho que começou em 1994 com a estabilização da economia na época do FHC. O grande mérito do Lula, ao meu ver, foi ter mantido as mesmas políticas econômicas, e aproveitado o crescimento para investir em alguns programas sociais. Isso colocando tudo numa visão macro, já que os escândalos de corrupção no primeiro mandato do Lula, que deveriam ser melhor apurados, foram ofuscados pela boa performance econômica do país.

Mas ao menos, o FHC não foi tão esquecido tanto na Time:

Lula’s predecessor, Fernando Henrique Cardoso, was the first President to recognize that change was needed. He restored fiscal sanity by slaying hyperinflation, but his attempts at social reform were timid.

Tradução:

O predecessor do Lula, Fernando Henrique Cardoso, foi o primeiro presidente a reconhecer que mudar era preciso. Ele restaurou a sanidade fiscal acabando com a hiperinflação, mas suas tentativas de reforma social foram tímidas.

Quanto no Wall Street Journal:

Once renowned for its periodic hyperinflationary bouts, Brazil now enjoys relative price stability, and Mr. da Silva, who adopted former President Fernando Henrique Cardoso’s anti-inflation stance, deserves credit.

Tradução:

Uma vez reconhecido por seus breves períodos de hiperinflação, o Brasil agora goza de relativa estabilidade de preços, e o Sr. da Silva, que adotou a mesma política anti-inflação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, [também] merece crédito.

China, Estados Unidos e o começo de uma nova era

March 21, 2009 6 comments

chinausa

Nas últimas semanas, acho que uma das notícias que mais me chamou a atenção foi a visita da Hillary Clinton a China. Pela presença do secretário do tesouro Tim Geithner na comitiva, ficou bem claro que não sería uma visita de cortesia, e como um jornalista da Bloomberg colocou:

Hillary Clinton’s visit to China last month dramatized the point. She didn’t exactly arrive with her hat in her hand, yet it was surreal to see the U.S. secretary of State hawking bonds.

Tradução:

A visita de Hillary Clinton a China no mês passado, demonstrou o ponto. Ela não chegou exatamente com o chapéu na mão, mesmo assim foi “surreal” ver a secretária de estado dos EUA, vendendo títulos de dívida.

E para completar o cenário. Na semana passada, em entrevista coletiva, o premier chinês solta a seguinte declaração:

“We have lent a huge amount of money to the United States…Of course we are concerned about the safety of our assets. To be honest, I am a little bit worried. I request the US to maintain its good credit, to honor its promises and to guarantee the safety of China’s assets.”

Tradução:

“Nós emprestamos uma quantia enorme de dinheiro aos EUA… É claro que estamos inquietos sobre a segurança do nosso investimento. Para ser honesto, eu estou um pouco preocupado. Eu peço aos EUA que mantenham seu bom crédito, afim de honrar com sua promessas e garantir a segurança do nosso investimento”

Adaptando as palavras do Peter Hartcher do SMH: “A China aperta, e os EUA recebem um duro recado”.

Há muito se fala da mudança no balanço de poder internacional. Mas no momento que os EUA tem que pedír dinheiro não só para a China, mas também deve para outros países como o Brasil, começa a ficar claro que esse processo já começou.

E para quem não sabe. É verdade. O Brasil é hoje o 5o maior credor dos EUA. De acordo com Departamento do Tesouro Americano, eles devem ao Brasil, cerca de 133 bilhões de dólares.

Aliás, há um pouco mais de um ano, para quem não lembra, o Brasil deixou de ser devedor para se tornar credor líquido de dívida externa. Ou seja, o valor de suas reservas internacionais supera o valor de sua dívida externa.

Em termos de reservas internacionais, o Brasil é o 7o país, tem cerca de 200 bilhões no caixa, e praticamente dobrou o valor que tinha em 2007.

Além de todas as notícias em relação a China e EUA, outra que chamou a atenção em termos da nova ordem econômica mundial, foi a do Financial Times, que publicou um documento secreto do governo britânico que divide o G20 em duas classes prioritárias. A primeira contém EUA, China, Japão, Alemanha, França, Itália, Índia, Brasil, Arábia Saudita, Coréia do Sul e África do Sul. E relegados ao segundo grupo: Russia, Australia, Canadá, Argentina, México, Indonésia, e Turquia.

Pelo movimento de diplomatas, declarações feitas para mídia, e visitas de chefes de estado; a reunião do G20 marcada para Abril já começou.

Crise mundial e o programa de imigração na Austrália

March 16, 2009 15 comments

visto

A principal notícia nos jornais australianos de hoje foi sobre o corte na quota anual de imigração. Como quase 1/4 da população australiana nasceu fora do país, qualquer nota sobre imigração ganha certo destaque por aqui.

Sydney Morning Herald:

Immigration slashed to protect jobs

THE record immigration intake will be cut for the first time in more than a decade as the Government tries to preserve jobs in a deteriorating global economy.

Tradução:

Imigração reduzida (cortada) para proteger empregos

O número recorde da quota de imigração vai ser cortado pela primeira vez em mais de uma década, a medida que o governo tenta preservar empregos numa economia global em declínio.

The Australian:

Chris Evans announces more occupations cut from skilled migrant scheme

THE federal Government will continue to remove occupations from the skilled migration program, Immigration Minister Chris Evans says.

Bricklayers, plumbers, welders, carpenters and metal fitters are among the occupations taken off the critical skills list as demand for skilled labour falls in the building and construction sectors.

But health and medical, engineering and IT professionals, still in short supply, will remain on the list.

However, employers will still be able to sponsor migrant workers privately or through the 457 visa scheme, provided they can prove local labour is not available.

Tradução:

Chris Evans anuncia mais cortes de ocupações do programa de imigração qualificada

O governo federal vai continuar a remover ocupações do programa de imigração qualificada, disse o ministro de imigração Chris Evans.

Pedreiros, encanadores, soldadores, carpinteiros e metalúrgicos estão entre as profissões retiradas da lista crítica de ocupações em demanda, ao passo que a demanda por mão-de-obra especializada cai nos setores de construção.

Mas profissionais de saúde e medicina, engenharia e TI, ainda estão em falta, e se manterão na lista.

Entrentanto, empregadores ainda poderão patrocinar trabalhadores imigrantes em separado (do programa) ou através do programa de vistos 457 (temporário de trabalho), dado que possam provar que não existe mão-obra-disponível no país.

Eu só cheguei a ler as notícias quando cheguei no trabalho, mas antes ouví a entrevista ao vivo com o Chris Evans pela ABC News Radio. Eu não acho que tenha sido uma medida extrema, ou até mesmo sem visão como disse um acadêmico numa outra matéria que saiu no SMH online a tarde. É apenas uma questão de bom senso. O ministro foi bem claro que não está fechando as portas da Austrália. Ele está apenas re-ajustando a quotas onde for necessário.

O quadro na Austrália, é bem diferente dos EUA. Nas áreas de TI, engenharia e saúde, a falta de gente ainda é tão grande que o estrangeiro não compete com o trabalhador local.

Para quem estiver interessado em saber como a Austrália se beneficia com a vinda de imigrantes, existe um tópico muito bom na comunidade dos aussileiros no orkut.

Aproveito também para recomendar o blog Little Brazil in London, que publicou que a Grã-Bretanha também está tomando medidas parecidas com as daqui da Austrália.

Desemprego e GFC

March 15, 2009 1 comment

Semana passada o ABS (Australian Bureau of  Statistics) publicou a pesquisa de emprego e veio maior que a encomenda: 5.2%.

Veja o grafico do ABS em %.

desemprego

O Consenso era de um aumento para 5.0%.

O fato e que a Australia esta com a maior taxa de desemprego nos ultimos 4 anos. O aumento de 0.4% que foi de 4.8%, quando ultimo foi medido em Fevereiro,  para 5.2% e o maior desde a recessao de 1991.

A coisa ta ficando preta ou pelo menos a profecia auto realizavel esta se realizando.  A previsao consenso gira em torno de 7%-8% de desemprego em meados de 2010, quando comeca a World Cup na Africa do Sul. Nao que tenha uma relacao uma coisa com a outra.

Ja tem economista revisando a previsao pra 8% ou 9% para o ano que vem e algumas especulacoes  mais catastrofistas acham que vai chegar em 10% ainda no natal deste ano.

como saiu no The Age

“the government’s forecasts would be updated in the May budget, he said.

On whether the forecast could be as high as 10 per cent by Christmas if 50,000 jobs continue to be lost every month, Mr Swan said he “wouldn’t be speculating along those lines”

Sempre tem o fator psicologico a cada vez que a imprensa solta:

” 1000 despedidos aqui”

“2000 despedidos ali”

Rola aquele friozinho na barriga se voce vai ser o proximo ou pode ser…

Fazendo a matematica do consenso que a taxa vai chegar em torno de 7% ou 8% em meados de 2010, daqui uns 15 meses isso significa que mais 310 mil pessoas vao perder emprego nos proximos meses.

Isso da 20 mil por mes ou 5 mil por semana.

Podemos dizer que na melhor das hipoteses 5mil por semana sera coisa “normal” na imprensa e ficar mais nervoso nao vai ajudar a garantir o seu emprego.

Sobre o quanto a crise vai durar e quando sera o fim do poco de tudo, isto e o momento que o mundo vai comecar a crescer novamente: ninguem sabe.

Como em toda crise e estouro de bolha as coisas vao melhorar, nao ha duvida disso.

Sempre procure ver o copo meio cheio nao ele meio vazio.

Sobre a taxa de desemprego por exemplo. Se o desemprego chegar em 10%, ainda 90%  estara trabalho, o que e a esmagadora maioria.

Eu particularmente acho que agora no comeco do ano refletiu muito corte de empresas que tentaram segurar no final do ano passado e como as coisas pioraram mandaram embora agora, por isso, o desemprego deu esse pulo. Acho que nos proximos meses da uma estabilizada ja que vem o stimulus package em acao que vai dar uma euforia no mercado, pelo menos de varejo e ai o desemprego sobe mais devagar ate estabilizar e parar de subir.

Sobre a sigla usado la em cima no titulo

GFC = Global Financial Crisis.

Diogo Mainardi, Santos Dumont e a inteligência brasileira

March 14, 2009 15 comments

Essa semana, através do blog do Rogério a.k.a Jerry, lí um texto que o Diogo Mainardi escreveu para a Veja. Amizades a parte, tíve que discordar de muito do que foi dito.

Acho que existem muitas coisas no Brasil, que devem ser ridicularizadas. Mas nesse texto, acho que quem representou mais a tal inteligência brasileira, foi o próprio Mainardi. Como um cara desse, que tem um espaço precioso na mídia brasileira, conseguiu ignorar e distorcer tantos fatos?

Como alguém escreveu na página do Paulo Henrique Amorin, isso foi um verdadeiro “estelionato intelectual”.

Eu achava que depois de perceber o tamanho da besteira que escreveu, o Mainardi fosse pedir desculpas, e explicar que ele quiz dizer uma coisa, e o artigo não iria chamar tanto a atenção se ele não usasse o nome do Santos Dumont.

Mas não. Logo em seguida, depois de todas a críticas. Ele mais uma vez ousa zombar da verdadeira inteligência brasileira, e diz que a versão dos fatos é invenção do sobrinho do Santos Dumont.

Já que ele acha que só os estrangeiros tem alguma inteligência, ele deveria ver o documentário da PBS que eu postei no YouTube. Ou vai dizer que até os experts americanos estão mentindo?

Esse documentário é baseado no livro escrito pelo americano Paul Hoffman, chamado Wings of Madness: Alberto Santos-Dumont and the Invention of Flight. Hoffman além de jornalista e biógrafo, é membro da Academia Americana de Artes e Ciências, foi presidente e editor da Enciclopédia Britannica, consultor da NASA, National Science Foundation, National Academy of Engineering, e American Association for the Advancement of Science. Para não dizer que já apareceu inúmeras vezes na CNN, BBC, NPR News, CBS e outras emissoras.

Num dos reviews do seu livro, até dizem:

“When Hollywood gets its mitts on…Hoffman’s riveting biography of…Santos-Dumont (1873-1932)—a man who would fly to dinner from his Paris apartment via his own personal dirigible, who won H.G. Wells and Jules Verne’s admiration, who hosted dinner parties featuring impossibly tall chairs and tables to simulate dining in midair—it should make for an amazing flick.” —Book Magazine

Tradução:

Quando Hollywood colocar suas luvas (em Português sería o equivalente “arregaçar as mangas”) para pegar… a fascinante biografia de Santos Dumont (1873-1932) – um homem que voaria para seu apartamento em Paris para jantar, e que ganhou a admiração de H.G. Wells e Júlio Verne, e que oferecia jantares em mesas e cadeiras de alturas impossíveis para simular um jantar no céu – vai dar num filme espantoso.

Diogo Mainardi, o que eu tenho a dizer sobre o que é ridículo é o seguinte:

Ridículo é ser a 8a economia do mundo, ter tecnologia e inteligência para fazer avião, helicóptero, submarino, e carro; ser o país mais avançado em produção do ethanol (álcool), ter energia nuclear, petróleo, ser potência na agricultura, ter o maior rebanho bovino do mundo… E mesmo assim ter gente passando fome, morando na favela e etc.

Gente passando fome, crime, violência, corrupção, favelas é resultado de desigualdade social, falta de distribuição de renda e investimento em educação.

Mas se o Brasil já é a 8a economia do mundo do jeito que está. Imagina se não tivesse desigualdade social, e os mais pobres tivessem acesso a educação?

PS. Para ajudar, acabei de colocar as legendas no YouTube. Se alguém quiser usar, tem que usar o botão do canto direito para habilitar.

Genesis

March 13, 2009 4 comments

Quem me conhece, sabe que escrevo regularmente na comunidade aussileiros do orkut (onde sou também um dos moderadores). Também sempre que posso, deixo comentários em alguns blogs espalhados na internet.

E por isso e outras coisas mais, algumas pessoas me pediram que eu iniciasse o meu próprio. Muitas dessas pessoas não sabem que antigamente, cerca de 2 anos atrás, eu já tinha um blog pessoal. E como era uma coisa mais pessoal mesmo, ou seja nada sobre Austrália, Brasil, imigração, e política; achei melhor tirar a coisa do ar.

Não que agora eu tenha decidido escrever sobre a vida na Austrália, como é imigrar, ou coisas do gênero. Sobre esse assunto, já existem vários blogs muito bons por aí, como o Brazil Austrália do Rogério (a.k.a Jerry).

Além disso, também creio que o melhor lugar para se trocar informações sobre imigração, custos, vistos e bater papo sobre a vida aqui é a aussileiros, que atualmente conta com um pouco mais de 5 mil membros, e muita gente com experiência e boa vontade para ajudar. A aussileiros, devido a quantidade de gente contribuindo, é super imparcial e age como uma espécie de comunidade virtual dos brasileiros na Austrália. Comunidade que é comunidade mesmo. Ajuda todos sem fins lucrativos. Um dos lugares, que a gente vê que tem muito brasileiro honesto, inteligente, e altruísta. Brasileiros que me fazem ter um orgulho danado de também ser brasileiro!

Então qual o objetivo do novo blog?

A minha maior motivação para começar a blogar novamente, foram alguns e-mails elogiando o tópico de Current Affairs da Aussileiros, e algumas coisas que escreví sobre a aleição americana em alguns blogs por aí, além de outros comentários.

Eu gosto muito de ler. Vivo lendo jornais e livros. Na minha lista diária, leio o Sydney Morning Herald, The Australian, Real Clear Politics e o Estadão. E nos finais-de-semana adiciono o que tiver disponível como a Time, Newsweek, The Economist, Der Spiegel, BBC, e Deutsche Welle. Gosto muito de ler alguns blogs brasileiros como do Azenha, Marcos Gutterman, Patricia Campos Mello e o Ivan Lessa da BBC. Hoje em dia, com o advento do iPhone, e com ajuda do Google Reader fica mais fácil ainda acessar qualquer artigo em qualquer lugar sobre qualquer assunto.

Então o objetivo, é pegar alguma dessas coisas que eu leio, disponibilizar os links, analisar os fatos e comentar. Vou procurar sempre traduzir partes desses artigos, o que deve ser útil para quem está estudando inglês. Muita coisa vai girar em torno de notícias australianas e internacionais, e matérias que saem sobre o Brasil no mundo afora.

Espero que gostem.

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